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Ana Júlia nasceu!




Que emoção estar aqui contando pra vocês sobre o nascimento da minha amada filha Ana Júlia. Foi tudo perfeito, minha bolsa estourou no dia 16 de março, às 4h30 da manhã. Estava sonhando que estava em trabalho de parto (hahahah!). Levantei e vi que não era um sonho, estava acontecendo de verdade. Avisei meu marido e para nossa surpresa nós dois estávamos calmos.

Liguei para meu médico e ele pediu para que eu fosse até o hospital fazer uma cardiotocografia, um método biofísico não invasivo de avaliação do bem-estar fetal. Após sair o resultado fomos até a clínica para que ele me examinasse. Estava com 3 cm de dilatação, pelas contas ela iria nascer no final da tarde e estava tudo normal.

Demos entrada na maternidade às 10h da manhã. Lembro que a recepcionista me perguntou se eu faria cesárea e quando respondi que seria parto normal, ela abriu um sorriso e comentou com as outras funcionárias.

Fiquei em uma sala preparada para o parto normal, junto com meu marido e a enfermeira da equipe do meu médico. As contrações aumentavam a cada minuto, às vezes não conseguia controlar e soltava uns gemidos altos. A enfermeira ouvia os batimentos da Ana Júlia e fazia o exame de toque para saber se a dilatação aumentava. Por volta das 11h30 já estava quase completamente dilatada, ligaram para o Dr. Felipe e o mesmo ficou super surpreso, afinal a cada 1 hora, 1 cm de dilatação, mas a Ana Júlia estava ansiosa para nascer.

Fiquei sentada em um banquinho e meu marido atrás de mim, me ajudando e apoiando. Dr. Felipe ficou na minha frente aguardando a chegada da Ana Júlia e controlando os batimentos cardíacos dela. Foi uma experiência única, lembro que teve uma hora que abri os olhos e tinham umas setes enfermeiras assistindo meu parto e me incentivando quando vinham as contrações.

Realmente parto normal não é tão normal assim e quando acontece as pessoas ficam impressionadas. Às 13h40 ela nasceu, pesando 3.180kg e 48,5cm. Ver aquele rostinho pela primeira vez, me fez cair em lágrimas e agradecer a Deus por tudo.



Foi muito prazeroso escrever esse diário por nove meses, poder compartilhar minhas experiências com todas vocês mamães e futuras mamães. Agradeço a Emma Fiorezi pelo convite e quando aceitei escrever o Diário de Mãe o meu maior incentivo era minha filha, para poder mais tarde mostrar a ela como foi desejada e amada desde o primeiro momento que decidimos engravidar. Por isso essas últimas linhas são para você, meu anjo.

"Ana Júlia, você foi o melhor presente que Deus poderia ter me dado. Agradeço todos os dias por você existir e fazer parte da minha vida. Obrigado filha por ter escolhido eu, como sua mãe. Você aflorou o que há de melhor em mim, minha melhor parte, você. Mamãe e papai te ama!"


Queridas, nos despedimos de vocês.
Grande beijo, Esther e Ana Júlia

Postado por Emma Fiorezi | 11 de Abril de 2016
Tags: nascimento
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O nascimento de Kauai


Foto: Carla Raiter

Com 40 semanas e 3 dias de gestação, no dia 22 de abril, acordei durante a noite com uma contração. Como senti muitas contrações durante praticamente toda a gestação, nem me importei. Levantei-me, fui ao banheiro, voltei para a cama e adormeci. Acordei pouco tempo depois sentindo outra contração. Então percebi que aquela contração era diferente, mais dolorida e capaz de me despertar. Me sentei na cama e peguei o iPad, onde já tinha instalado um aplicativo que marca a duração e frequência de cada contração.

Eram 4h20 e as contrações continuaram, duravam cerca de um minuto e meio, e vinham praticamente a cada oito minutos. Pouco tempo depois comecei a ir ao banheiro. Não tive diarreia, mas fui ao banheiro diversas vezes. 

Eu planejava fazer muitas coisas durante o trabalho de parto, precisava forrar o colchão com plástico, tomar banho, me depilar, lavar a cabeça, secar, fazer as unhas (já tinha deixado as unhas postiças preparadas, cortadas, lixadas e com uma demão de esmalte), e queria pelo menos passar um corretivo nas olheiras e uma máscara de cílios pra não ficar com cara de acabada nas fotos. Também queria fazer bolo,  eu mesma achava que estaria boa pra ajudar meu marido a mudar os móveis da sala de lugar e ajudar a encher a piscina inflável. Já teria colocado a playlist para tocar, então faria a decoração de uma mesinha com flores, velas e aromatizantes, ao lado da piscina.

Ah! Ao fazer tudo isso, eu esperava registrar cada detalhe com fotos e publicar no instagram com a hastag #partoonline. Parece muita pretensão, mas com certeza conseguiria fazer tudo isso se o parto fosse pelo menos parecido com o meu primeiro parto, que durou 28 horas da primeira contração até o nascimento, e depois de passar a noite com contrações regulares a cada dez minutos, passei o dia inteiro com contrações fracas a cada trinta ou quarenta minutos, o que me possibilitou ter um dia normal, fazer muita coisa, inclusive fui para a cozinha fazer pão e bolo. Só não consegui descansar por causa da ansiedade e o descanso fez falta na fase final do trabalho de parto.

Dessa vez esperava que o trabalho de parto fosse mais rápido, como normalmente acontece no segundo parto com quem já teve o primeiro parto normal. Imaginava umas 12 horas no geral, e de 8 a 10 horas de parto ativo. Apesar de ter planejado fazer tantas coisas, eu já havia expressado meu desejo para a Josi, minha doula, que fazia questão de eu mesma pegar o Kauai, que torcia muito para que o Davi estivesse presente na hora do nascimento, e que todo o resto era frescura, não me importava com mais nada.

As contrações continuavam ritmadas, mas a todo momento eu achava que teria um descanso, então falei para o Fabricio levar o Davi para a escola e ir trabalhar pelo menos até a hora do almoço. Queria “deixar rolar”, não ter tudo sob controle, então deixei de marcar as contrações quando o Fabricio saiu para levar o Davi.

Quando ele voltou achou melhor não ir para o trabalho, fomos marcar novamente a duração e frequência das contrações. Elas estavam na frequência de 5 minutos, mas o tempo de duração diminuiu para menos de um minuto. Apesar de sentir que as contrações eram fortes, por ter diminuído a duração, ainda achava que o trabalho de parto fosse demorar.

Liguei para a Karina, minha parteira, e ela falou que o trabalho de parto provavelmente iria engrenar mesmo no final da tarde. Ela também avisou a Nathalie, sua auxiliar, e pediu para a Josi, minha doula vir primeiro e ver como estava o processo e avisá-las quando pudessem vir. Avisei também a Carla, a fotógrafa.

Assim que desliguei o telefone não tive mais nenhuma contração com intervalo de 5 minutos, já diminuiu para 4 minutos. Enquanto isso o Fabricio forrou o colchão, eu tomei banho e tentei me depilar (o serviço ficou bem mal feito). Eu não consegui ficar muito tempo no banho. Apesar da água quente ajudar a aliviar a dor, eu estava sentindo um pouco de falta de ar, e tinha medo da pressão abaixar. Saí do banho e o Fabricio me ajudou a secar o cabelo, mas desligava o secador em cada contração para massagear a minha lombar que doía muito durante as contrações. Só isso... Não consegui fazer mais NADA! Nem tomei café (não conseguia comer), e até esqueci de escovar os dentes.

Se você faz questão de fazer as unhas e estar maquiada, com o cabelo escovado, sugiro que agende a sua cesárea eletiva, caso contrário você pode correr o risco do seu parto ser uma “tragédia”. Eu fazia questão apenas do mais importante, até queria mostrar que o trabalho de parto não é como nas novelas, mas na real só fazia questão que meu parto fosse do jeitinho que foi. Assim:

 Foto: Fabricio Sena

Eu ficava totalmente sem reação no intervalo das contrações. Meu corpo pedia que eu ficasse apenas quieta, me recuperando antes que a próxima contração viesse. E assim fiz, ouvi e atendi o que meu corpo me exigia. Durante a contração eu me concentrava na respiração, respirava fundo e soltava o ar devagar.
 
A Josi chegou e o Fabricio “rendeu seu posto” e foi organizar a sala, montar e encher a piscina. Eu estava sentada na minha cama, que é daquele modelo oriental, baixinha, e sentada fico quase de cócoras. A Josi (que está terminando o curso de obstetrícia) pode verificar os batimentos cardíacos do Kauai, e também aferiu a minha pressão. Nós dois estávamos bem. Então ela colocou a mão sobre a minha barriga para sentir as próximas contrações. Estavam com intervalo de 3 minutos e meio. Na terceira contração ela percebeu que eu estava fazendo força e perguntou se eu já estava sentindo os puxos. Respondi que era a primeira vez que sentia, e juntamente com esse primeiro puxo, fiz força e a bolsa rompeu, senti o líquido amniótico escorrendo, olhei e estava clarinho.  A Josi se levantou meio desesperada e ligou para a Karina para avisar que todas já poderiam vir, pois percebeu que o trabalho de parto já estava bem avançado. Mesmo assim eu pensava que ainda poderia demorar. Durante a contração eu me concentrava na respiração, respirava fundo e soltava o ar vocalizando.
 
Por volta das 11h20 o Fabricio deixou a piscina enchendo e foi buscar o Davi na escola, mesmo ainda não sendo a hora de buscá-lo. A cada contração sentia o puxo, fazia força, e sentia mais líquido escorrendo. No intervalo de uma contração me levantei para tirar a calcinha e fui direto para a piscina, que ainda não estava cheia, mas sentia que se eu voltasse para a minha cama não conseguiria me levantar novamente.

Ao entrar na piscina resolvi me tocar para ver se já dava para sentir a cabeça do Kauai. Não entrou nem a ponta do meu dedo e senti algo duro. Me assustei. Ainda quis tirar a “prova real” e fiz uma “pinça” com as pontas dos dedos para ver se poderia sentir os cabelos. E realmente, "aquilo" duro que estava saindo de mim tinha cabelo! E somente nesse momento que verdadeiramente me conscientizei que o trabalho de parto não se estenderia até à tarde, que o Kauai estava prestes a nascer.

Eu realmente não estava preparada psicologicamente para uma fase ativa de trabalho de parto tão rápida. Estava feliz que não sentiria contrações até à tarde, feliz que em pouquíssimos minutos teria o Kauai em meus braços, mas ao mesmo tempo também estava assustada. A Karina chegou e veio imediatamente ver como estavam os batimentos cardíacos do Kauai. Ele estava bem, e ao ver que ele já estava nascendo, percebeu que eu estava um pouco ansiosa porque o Fabricio ainda não havia chegado com o Davi.

A Carla também ainda não tinha conseguido chegar, então a Karina perguntou da minha câmera, e eu respondi que estava toda desmontada (guardada sem nenhuma lente). As contrações vinham e eu já começava a sentir uma ardência. O Kauai estava quase coroando... E, cadê o pai dessa criança que não chega?!!!

Durante a contração eu tentava me concentrar na respiração, respirava fundo e soltava o ar urrando como uma fera! Então, finalmente a porta se abriu. Era o Fabricio trazendo o Davi em seu colo. Só falei: “Amor, tá nascendo! Pega a câmera!”. O Davi veio para perto da piscina, e no começo estranhou meus gritos, mas eu já havia preparado o caminho, falado tudo sobre o parto, mostrado vídeos e também as fotos do seu nascimento. Já havia falado que sentiria dor e que provavelmente gritaria, mas que logo passaria e que estaria bem. E no intervalo das contrações eu conversava com ele e falava que estava tudo bem.
 
Depois que eles chegaram foram apenas seis minutos, só mais quatro contrações, e senti a cabeça do Kauai coroando, saindo, assim como todo o seu corpinho. Senti com meu corpo, e senti com as minhas mãos que o ampararam e o trouxeram para os meus braços. 
 
Às 11h46 o Kauai nasceu, resmungou, depois fechou os olhos e ficou quietinho. Com o corpo submerso na água quentinha, percebeu que não tinha mudado muita coisa, apenas o espaço havia aumentado. Ficamos ali nos conhecendo por um bom tempo... Éramos mãe e filho, mãe e filhos, pai e filho, irmãos... Família! 

Ai que cheirinho bom de recém-nascido, cheiro de vernix! Estava com saudade de sentir esse cheiro, melhor que qualquer aromatizante, flores ou velas perfumadas que eu pudesse colocar! Ficamos embriagados de ocitocina, o hormônio do amor. Saímos dali apenas quando a água da piscina começou a esfriar. Fomos todos para o quarto. O Kauai mamou pela primeira vez, enquanto esperávamos o cordão parar de pulsar.
 
A placenta saiu inteira, analisaram o meu períneo e tive que levar alguns pontos. Nesse momento a Nathalie e a Carla já haviam chegado. O cordão parou de pulsar, o Fabricio com o Davi o cortaram. Então o Kauai foi pesado: 3,600kg. Um bebezão!

(Meu filho, fiz tudo o que podia para te dar um nascimento digno e respeitoso. Você escolheu a hora exata de nascer. Não te arrancaram de dentro do meu ventre, não te pegaram de qualquer jeito, não te jogaram de um lado para outro sem nenhum cuidado, não te esfregaram com um pano para limpá-lo, não cortaram o cordão antes que parasse de pulsar e você teve tempo para aprender a respirar, não te deram vitamina K injetável, não pingaram nenhum colírio em seus olhinhos, não te aspiraram, não te mediram, só te pesaram depois de ter mamado, não te afastaram de mim, não te deram nenhuma fórmula ou água glicosada, não te deixaram num berçário "para observação", pois eu mesma não desgrudei os olhos de você o resto do dia. Missão cumprida!)
 
Eu pretendia simplesmente descartar a placenta (acho esse negócio de comer, fazer suco, uma "pegada" meio canibal), mas as meninas pediram um pote de sorvete para colocá-la e eu não tinha. Então minha mãe pegou uma lata de biscoitos em formato de coração, e a placenta ficou tão linda na lata, tão simbólica, parece que deu um significado maior. Me apeguei e pedi para que não fosse descartada.

Enfim consegui me alimentar e depois fui tomar um banho. Estava bem, um pouco cansada, um pouco fraca, mas não tive nenhuma tontura. Enquanto me banhava o Davi e Fabricio pegaram o Kauai pela primeira vez. Toda equipe foi embora e o dia continuou normalmente para todos, menos para nós: um bebê, um pai, uma mãe e um irmão mais velho recém-nascidos.

Passei o resto do dia extasiada, dando muito carinho, mamá e colo para o Kauai, e ouvindo a playlist que não consegui ouvir durante o trabalho de parto. E à noite adormeci, extremamente feliz, entre meus dois meninos.
Postado por Emma Fiorezi | 03 de Junho de 2014
Tags: nascimento, parto, parto normal, relato
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Banho de balde




Sabemos que a gestação é dividida em três trimestres, mas chamamos de quarto trimestre da gestação, os três primeiros meses do bebê. Principalmente nesse período, quando compreendemos e reproduzimos as condições do ambiente uterino, conseguimos proporcionar relaxamento profundo ao bebê, inclusive no meio de uma crise de choro.
 
O banho de balde, que surgiu na Holanda no final dos anos 90, é uma forma de recriar o ambiente intrauterino, pois o formato do balde e a temperatura da água (entre 36º e 38º), e a posição que o bebê fica dentro do balde, submerso até os ombros, causará imediatamente as sensações que vivia no útero materno.

A prática chegou como uma novidade, inicialmente usada apenas para relaxamento e não substituía a banheira tradicional. Aos poucos, o banho e balde foi conquistando as mães modernas, e agora tem sido usado diariamente, desde o primeiro dia de vida até os seis primeiros meses do bebê (ou enquanto ele couber no balde), substituindo definitivamente o uso da banheira tradicional, tanto para a higiene, analgesia como para promover o relaxamento do bebê.

Para o banho higiênico, que pode ser bem rápido, nas primeiras semanas é preciso que uma pessoa segure o bebê enquanto outra passa o sabonete. Depois de um tempo, com cerca de três meses, o bebê ficará mais firme, conseguira sustentar a sua cabeça, e apenas uma pessoa conseguirá dar conta de dar o banho no bebê.

Se o objetivo do banho também for o relaxamento e analgesia, deverá ser mais demorado, e a água quente promoverá a melhora do estado de agitação, insônia e cólicas. O banho de balde é tão relaxante que é comum que os bebês até durmam durante o banho. Por isso, é indicado para o horário da noite, fazendo parte da rotina da hora do sono.
 
Confira algumas dicas necessárias para que seu bebê tenha um ótimo banho:

- Não dê o banho se o bebê estiver com fome.
- Faça a higiene normalmente, como costuma fazer na troca de fraldas.
- Se for um banho para relaxamento pode inclusive ser colocado embrulhado numa toalha fralda ou cueiro.
- Coloque cuidadosamente o bebê até que esteja praticamente sentado e acomode suas perninhas no fundo do balde.
- A água deve ficar na altura dos ombros, e estar na temperatura entre 36 e 38 graus.
- Se o banho for mais demorado, peça a alguém adicionar mais água quente para manter a temperatura da água.
- Use suas mãos para sustentar a cabeça do bebê, com as pontas dos dedos apoiando abaixo do queixo, evitando que o bebê coloque a boca na água.
- Nunca deixe-o sozinho, mesmo depois que já estiver sustentando a própria cabeça.
 
O banho pode ser ainda mais aproveitado se for adicionado chá de ervas na água. Por exemplo,  a camomila é calmante e digestiva, a calêndula é boa para problemas de pele, o manjericão ajuda a relaxar e alivia as cólicas, a hortelã é refrescante e ajuda a descongestionar as vias aéreas, e a sálvia melhora gripes, resfriados e vias aéreas congestionadas.
 
Postado por Emma Fiorezi | 14 de Maio de 2014
Tags: banho, bebê,
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Vamos slingar?




 Apesar de ser cada vez mais comum encontrarmos pais slingando, "slingar" ainda pode ser um termo bem estranho para você. Então, vamos conhecer melhor esse acessório de carregar bebês, suas praticidades, benefícios e diferentes tipos de slings.
 
O sling é uma adaptação dos xales que as mães usam tradicionalmente, em diversos lugares do mundo, e foram projetados para segurar os bebês junto ao corpo nas posições que costumamos segurá-los no colo com nossos braços.
 
Sling é um acessório prático, feito de tecido, seguro e confortável. Para o bebê é como se estivesse numa rede, acomoda todo o seu corpo de forma regular, respeitando sua espinha dorsal, não oferecendo pontos de pressão. Para os pais, o sling distribui o peso do bebê igualmente, não sobrecarregando nenhuma parte do seu corpo, o que facilita carregá-lo por mais tempo sem se cansar. Além disso, o sling proporciona vários benefícios tanto para os pais como para os bebês:
 
Para os pais
● Permite que as mãos fiquem livres, facilitando a realização de outras tarefas, fazer compras, caminhar, passear, ler um livro, ou segurar a mão do seu filho mais velho enquanto você “slinga”.
● O uso do sling aumenta a interação dos pais com seu bebê, uma vez que com ele pertinho, estamos sempre conversando, olhando, cantando, mostrando coisas e estimulando o bebê. Assim o sling favorece o VÍNCULO entre ambos.
● Pesquisas mostram que o efeito do contato pele a pele é um estimulador da liberação de ocitocina que desempenha um importante papel no comportamento da mãe, afetando de forma positiva seu humor, facilitando e estreitando seus laços com o bebê.
● Slings custam menos que carrinhos e são muito mais charmosos.
● Por melhorar a comunicação, cria pais mais autoconfiantes. Não há nada melhor que ter um bebê calmo e contente graças a que você sabe atender suas necessidades.
● Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruelas estreitas, subir e descer escadas, entrar a locais com muita gente sem bater em ninguém com o carrinho, etc.
● O sling pode ajudar a mãe a amamentar discretamente em locais públicos.
● Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro.
● É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.
 
Para o bebê
● Permite ao bebê uma transição mais tranquila do útero para “o mundo”, visto que o bebê é mantido à temperatura da mãe, com o cheiro dela, bem como o ritmo cardíaco e respiratório, voz, além do mesmo embalo que sentia quando estava na barriga.
● Bebês slingados são mais tranquilos e seguros, choram menos e dormem melhor, pois o uso do sling estimula o sistema nervoso do bebê, diminui o choro e a inquietação em mais de 40% (estudo comprovado), acalma e relaxa. 
● Favorece todos os aspectos psicomotores. Bebês slingados desenvolvem-se melhor que a maioria dos bebês, pois quando você o carrega em um sling, seus movimentos naturais incentivam o bebê a movimentar seu próprio corpo, a cabeça, pescoço e a musculatura superior dando a ele um excelente tônus muscular e senso de equilíbrio.
● O campo visual de um bebê carregado no sling é infinitamente mais agradável e interessante que de um carrinho. Num carrinho o campo de visão do bebê é na altura de nossos joelhos, já no sling seu campo de visão é semelhante ao nosso, o que estimula o bebê na medida certa.
● O acesso a comida é muito mais rápido e isso é reconfortante, aumentando sua segurança.
● Permite ao bebê manter as perninhas juntas, numa fase que as articulações ainda estão frágeis, se formando;
● Previne cólicas e regurgitamentos, favorece a digestão, indicado também para casos de refluxos, pois o bebê fica mais inclinado;
● O Bebê pode dormir dentro do sling;
● Aumenta a auto estima do bebê, pois este recebe mais carinho e atenção do que estando no carinho ou bebê-conforto;


 
Existem vários tipos de sling:
● Sling com argolas (ring sling): É o modelo mais comum. Consiste numa faixa de tecido com cerca de 2 metros  que passa sobre os ombros e o lado oposto da bacia, com 2 argolas em uma das pontas para o ajuste. Esse modelo se ajusta ao nosso corpo em diversas posições e por isso pode ser usado por pessoas diferentes (pai e mãe). Pode ser usado em recém-nascidos. Distribui o peso do bebê em apenas um dos ombros, por isso não é indicado o uso por períodos tão longos.
● Wrap Sling: É uma faixa de tecido bem longa, com cerca de 5 metros de comprimento que é amarrado em volta da pessoa que carrega o bebê. Esse modelo distribui o peso do bebê entre os dois ombros e as costas, e por isso é muito confortável, e o bebê também pode ser carregado em diversas posições.
● Pouch Sling: É basicamente uma faixa de tecido dobrada ao meio e já costurada, formando uma espécie de rede de tecido, o que cria uma espécie de bolsa para o bebê.  Tem pouch slings que são ajustáveis e outros que não. Neste caso tem que ser feitos na medida de quem carrega e não podem ser compartilhadas com pessoas de outro peso e altura, porém não requer tanto treino pois é só vestir e colocar o bebê.
● Mei Tai: é um carregador muito usado pelas asiáticas, formado por um painel e alças que se amarram ao corpo da mãe, lembra muito um canguru só que mais artesanal, distribui o peso do bebê pelos dois ombros, é confortável e indicado para ser usado apenas depois que o bebê puder se sentar sozinho, pode ser usado apenas na posição sentado.
 
Para o uso do sling é importante observar a forma correta de uso nas diferentes posições possíveis, se estiver sentindo-se desconfortável, provavelmente estará usando de forma errada. É recomendado buscar um fabricante confiável, slings bons, bem costurados, slings preferencialmente fabricados com tecidos 100% de algodão, e argolas de alumínio. Também é fundamental estar atento com as dicas de segurança para quem usa slings.
 
Fonte: Hug me MommySosseguinho e Slingando
Postado por Emma Fiorezi | 06 de Maio de 2014
Tags: sling, maternidade, bebê
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Livros indicados para a maternidade




Assim que deparamos com o “positivo” no teste de gravidez, é como se estivéssemos começando uma viagem sem volta para mundo diferente, e muitas vezes, desconhecido: a maternidade.
 
Para se inteirar sobre esse destino, durante essa “viagem”, não importa se é a primeira, segunda ou terceira vez que a realizamos, sentimos a necessidade de conversar com outras “passageiras, assistir filmes sobre o assunto, ler revistas específicas, e como em toda viagem, os livros são sempre bem vindos! Por isso preparei uma seleção de ótimos livros, indicados para todas que estão fazendo essa viagem com destino a esse mundo maravilhoso das mães.

PARTO COM AMOR – Luciana Benatti e Marcelo Min

Este livro reúne histórias de nove mulheres – entre elas, a autora - que vivenciaram o parto humanizado. Seus medos, fraquezas e dificuldades estão aqui expostos da mesma maneira simples e sincera com que suas alegrias e vitórias são compartilhadas. O instante do nascimento, as horas que o antecederam e os primeiros momentos de vida do bebê são eternizados em fotos que transbordam emoção.
 
A CIENTIFICAÇÃO DO AMOR – Michael Odent

Michel Odent, obstetra e cientista francês, afirma que a base de todos os nossos relacionamentos no decorrer da vida está na relação (vínculo) que tivemos com nossa mãe desde o nascimento, e que a forma de nascer, como é assistido e cuidado o parto/nascimento são fundamentais para determinar o ser que acaba de vir ao mundo.

O autor incentiva deixar aflorar a ação da ocitocina (hormônio do amor) e nos mostra que é possível que isso aconteça num parto respeitoso e humanizado. A ocitocina é um hormônio “tímido”, necessita de silêncio, meia luz e poucas pessoas ao redor para ser liberado, também é importante que a mulher se sinta segura, o medo é um dos maiores inimigos da ocitocina. Afinal, amor e medo não combinam, não é mesmo?
 
A MATERNIDADE – Laura Gutman

A psicoterapeuta Laura Gutman, especializada no tratamento de casais e crianças pequenas, convida as mães a um momento de reflexão sobre a responsabilidade de  criar um bebê. Trata-se de um manual que busca realizar uma análise da psique feminina e dos impactos que os filhos têm sobre ela, além de reformular muitos dos preconceitos sociais sobre maternidade, educação e comunicação entre adultos e crianças.
  
PARTO ATIVO – Janet Balaskas

O Parto Ativo baseia-se em dar à luz de modo natural e espontâneo por meio da própria vontade e determinação da parturiente, tendo ela a completa liberdade de usar seu corpo como bem escolher e seguir suas solicitações. Ao se decidir pelo Parto Ativo a mulher estará reconquistando seu poder fundamental como parturiente, como mãe e também como mulher.

Os exercícios apresentados neste livro, baseados no yoga para a gravidez, vão conduzir a mulher aos seus próprios instintos naturais para o trabalho de parto e para o parto. Paralelamente são abordados os procedimentos corporais adequados e naturais para uma gravidez saudável e prazerosa.
 
SOLUÇÕES PARA NOITES SEM CHORO – Elizabeth Pantley

Você está passando suas noites em claro e, ainda, tendo que se defender de sugestões cruéis do tipo "deixe o bebê chorar até cansar"? Soluções para Noites sem Choro lhe mostrará que é perfeitamente possível ajudar seu bebê a adormecer tranquilamente - e dormir a noite toda.

Até agora as duas únicas maneiras de lidar com as noites em claro eram deixar o bebê chorar até dormir ou tornar-se um mártir que não dorme e aguenta firme a noite inteira. Finalmente, há uma terceira maneira, prática e eficaz, graças a Elizabeth Pantley, orientadora educacional e mãe de quatro filhos. Soluções para Noites Sem Choro oferece as ferramentas necessárias para você atingir sua meta com eficiência e tranquilidade: uma boa noite de sono para todos.
 
NASCER SORRINDO – Frédérick Leboyer

O livro 'Nascer sorrindo', do Dr. Leboyer, um obstetra francês que usa técnicas inovadoras no parto, defende que, como a criança está envolta por líquido, que abafa o som e a mantém no escuro durante toda a gestação, quentinha, aconchegada, o momento do parto é extremamente traumático para ela. De repente, luz, barulho, frio. Esse choque afeta a pessoa deixando seqüelas irreparáveis em sua personalidade. Por isso ele mantém as salas de parto na penumbra e silêncio.

A criança é, depois de 'expulsa', imediatamente envolta de modo a manter-lhe o calor e sua adaptação ao meio externo é feita gradual e lentamente. Depois de alguns meses de aplicação da técnica, foi convocada uma reunião para avaliar os resultados e chegou-se à conclusão de que os bebês nasciam sorrindo, pois o parto se dá sem violência.
 
Aproveitem.
Boa leitura e boa viagem!
Postado por Emma Fiorezi | 06 de Maio de 2014
Tags: dica de leitura, gestação, maternidade
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