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Gravidez de primeira viagem: Natália Valentim




Olá meninas, tudo bem com vocês? Meu nome é Natália, sou nutricionista infantil, tenho 26 anos, sou esposa do Vinícius e estamos “grávidos” entrando na 18ª semana. Quero dividir um pouquinho da minha história com vocês.
 
Eu e meu marido namoramos desde os 15 anos (somos da mesma idade), meu primeiro amor e amor para a vida toda. Depois de formados e trabalhando, casamos com 24 anos. Desde o início do casamento a vontade de ter um filho era grande tanto minha quanto dele, mas por sermos novos e recém-casados decidimos esperar para curtir um pouco mais nós dois.
 
Na passagem do ano de 2015 para 2016, viramos o ano dizendo que no ano novo de 2016 estaríamos comemorando em três. Entrou 2016 e fomos planejando parar com o anticoncepcional depois do meio do ano. Chegou agosto fui agendando médico, comecei uma dieta especial para me preparar para a gestação e parei de tomar o anticoncepcional, porém faço ballet desde os 5 anos e ainda estava dançando e o ano de 2016 era comemoração de 50 anos da escola onde faço e iríamos dançar o 'Lago dos Cisnes. Nunca tinha dançado o Lago e claro é o sonho de qualquer bailarina. A apresentação foi no início de dezembro. Então fiz toda essa preparação para gravidez, mas combinamos de prevenir até perto de dezembro. 
 
Cuidamos agosto, setembro, mas a ansiedade de ser papais era tanto que demos uma descuidada e SUSPRESA, estou grávida! 

 
No meio de outubro comecei com febre, dor no corpo e mal estar, sou meio resistente a tomar medicamento, pensei que seria uma virose, fiquei 2 dias em casa descansando, mas no terceiro acordei com dor nas costas, então fiquei preocupada que poderia ser o pulmão e fui no pronto atendimento da Unimed, isso era um sábado e a menstruação era pra ter descido na sexta-feira. 
 
Chegando lá o médico avaliou o pulmão e estava tudo ok a dor era muscular, mas colocou meus sintomas como suspeita de dengue, então veio a pergunta, tem chance de estar grávida? “Olha Doutor, não estou tomando medicamento e era para ter descido ontem, então pode ser”. Ele pediu então exames da dengue e o da gravidez antes de me medicar, nossa ai ficamos naquela expectativa esperando o resultado que demoraria duas horas para sair, quando chegamos lá o da dengue deu negativo (graças a Deus) e o da gestação deu problema no sistema e não foi feito!!! Ai ai, o médico falou para voltar na segunda e refazermos o exame. Imagina se iríamos esperar até segunda-feira, corremos na farmácia compramos o teste e mais uma vez tivemos que esperar duas horas, pois tinha acabado de fazer xixi e para dar certo o resultado teria que aguardar esse tempo para fazer o exame, então fomos pra casa da minha sogra visita-los. 
Passado o tempo fui no banheiro, fiz certinho o exame e o primeiro risquinho já apareceu na hora, tirei uma foto e mandei para meu marido, deu negativo, ele fez uma carinha de triste, de repente surge o segundo risquinho, mandei novamente para ele “acho que me enganei”, ele veio correndo e não acreditávamos, ficamos sem reação. Fiquei naquela incerteza, pedi pra ele não contar pra ninguém para vamos voltarmos na Unimed e pedir o exame novamente, saímos correndo da casa da minha sogra com o exame na bolsa. Chegamos na Unimed, explicamos a situação e as enfermeiras prontamente fizeram o exame de sangue, porém mais duas horas de espera hahaha, ai que dia! Fomos pegar o resultado já era mais de oito horas da noite e POSITIVO!! Era uma felicidade que não cabia, inventamos uma desculpa para reunir a família e contamos para todos juntos, só alegria!!
 
Depois fiz o primeiro ultrassom estava de 5 semanas e 5 dias. Como comentei antes estava na minha dieta e continuei após descobrir, e meninas não senti nada no primeiro trimestre, nem enjoo, nem azia, passei super bem. Nesse período veio o dilema do Ballet, continuar ou parar? Muita gente foi contra, fui chamada de louca várias vezes, mas decidi continuar no meu ritmo, não deixando minhas colegas na mão pois somos um grupo e realizando um grande sonho! Tudo deu certo chegou o dia da apresentação e foi maravilhoso!! Depois disso logo veio as férias e pude descansar. 
 
Com dez semanas resolvemos fazer o exame de sangue para descobrir o sexo do bebê, pura ansiedade! Mas fizemos e logo saiu, meu marido queria ir buscar comigo o resultado, mas quando o laboratório ligou dizendo que estava pronto resolvi ir sozinha e fazer uma surpresa. 
 
Abri o resultado naquela expectativa e deu SEXO FEMININO! Nossa Beatriz! Gosto desse nome desde criança e sendo menina já havíamos decidido por ele. Então só contei pra minha mãe, ela foi pra minha casa comigo e preparamos umas cartinhas desde a entrada até chegar no quarto onde colocamos bexigas rosas, o resultado do exame e um body escrito “Nasci para ser bailarina”, quando ele chegou do trabalho foi aquela suspresa!! Muito bom, valeu a pena a emoção.

 
Fomos viajar no final do ano curtindo nossa gestação e nossa menininha, quando voltei fiz outro ultrassom já com 15 semanas onde a médica confirmou que era menina mesmo, ufa deu certo o resultado de sangue. Tudo segue bem, estou completando 18 semanas e a barriguinha só que cresce, corpo mudando, é muito legal essa transformação. Agora estou retomando na alimentação que ficou meio perdida nas festas de fim de ano e iniciei o pilates que estou adorando, já está ajudando nas dores nas costas que estou começando a sentir.
 
Um beijo a todas e até a próxima!!
Postado por Emma Fiorezi | 02 de Fevereiro de 2017
Tags: gestação, mamãe, gravidez
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Inspirações da mamãe Vanessa Garcia




Olá meninas! Como contei a vocês no último post, comigo tudo aconteceu muito rápido – mudança de país, casamento e gravidez. Pois é, descobri minha gravidez fazendo um teste de farmácia e na hora contei para o meu marido – quer dizer, antes fiz uma gracinha – escrevi uma cartinha como se fosse o bebê dando a notícia. Foi uma sensação inexplicável ficar encarando aquele positivo! Então no dia seguinte, fui com o meu marido a um centro médico para confirmar a gravidez, e para a minha surpresa aqui na Espanha, a confirmação veio de outro teste de urina, e não de sangue como somos acostumados aí no Brasil.

Logo que tive a certeza, foi bem estranho mesmo, fiquei com muito medo. Principalmente porque estaria longe do meu país, dos meus amigos, não teria o acompanhamento do meu ginecologista/obstetra de Maringá. Na verdade foi um momento de adaptação e aceitação de que realmente minha vida estava mudando, aquele sentimento de realização, extrema alegria e dúvidas sobre o futuro, tudo ao mesmo tempo. Foi um turbilhão de emoções. Falando assim parece até fácil, mas não é não.

Desde o momento que descobri, já mudei várias coisas na minha rotina de cuidados: parei de passar vários cremes, porque sabia que algumas substâncias são contra indicadas para grávidas, então esperei falar com minha dermatologista do Brasil, para saber o que poderia usar. Outra coisa foi parar a musculação e manter só o pilates, até porque queria manter alguma rotina de exercícios. Em relação à alimentação, tentei manter uma dieta equilibrada para uma gestante – com ajuda da minha nutricionista aí de Maringá (que por sinal é a melhor que  já conheci), mas posso adiantar que não foi nada fácil, já que tive muita fome durante toda a gravidez! Além dos desejos por comer comidas brasileiras – que aqui não conseguia encontrar.

Esses cuidados também foram devido a muitas inseguranças do primeiro trimestre. As estatísticas de aborto espontâneo assustava muito, então cada coisinha que acontecia me preocupava. Na verdade, nos primeiros meses de gravidez passei muito mal – tive muito enjoo, vômitos, dois sangramentos e muita ansiedade. E não é exagero, hein? É tudo isso e mais um pouco!. No meu caso, só consegui relaxar depois da 13º semana, quando descobri que seria mãe de um príncipe , e que ele estava forte e saudável.



O segundo trimestre chegou mais manso, e com mais disposição, para felicidade da futura mamãe que ia se casar e viajar de lua de mel. Esse foi o período mais tranquilo da gravidez, os enjoos diminuíram um pouco – porque no meu caso eles nunca pararam – e meu ânimo voltou. E o mais bacana dessa fase, foi que a barriga começou aparecer de verdade, é impressionante como num dia a gente dorme sem ela e na manha seguinte: Pá! Ela aparece!!No meu caso ela apareceu dois dias depois do meu casamento. Até parece que o meu Pepito (apelido carinhoso ao nome José aqui na Espanha) estava esperando a mamãe se casar oficialmente, para dar as caras. Eu brinco que é como se ele tivesse dito: “Oi, estou aqui agora!”.

Aliás, posso dizer que amei este 2º trimestre! Amei ver minha barriguinha tomando forma, amei sentir meu filho crescendo e pulando dentro de mim. Ah, e falando em pulos, Pepito é bem espoleta! Mexe bastante. Posso dizer que este trimestre foi o meu queridinho. Até porque fui liberada para viajar ao México – Riviera Maya (lua de Mel), e foi super tranquilo, tirando alguns cuidados como: não ficar muito no sol, passar repelentes todos os dias (por causa do zika vírus)- preocupação da atualidade de todas as grávidas. Fora o repelente, eu procurei não ficar em lugares que pudesse ter muitos mosquitos.

A verdade é que o 2º trimestre passou voando, e só não foi mais “zen” porque no final do 6º mês tive os desconfortos de uma gripe, dores na coluna, e uma infecção de urina. Mas gente, normal né. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que as vezes o corpo te manda sinais de que é hora de parar um pouco.

E assim iniciei o 3º trimestre, mudando a rotina: a disposição foi embora e junto veio a necessidade de mais horas de sono, me canso mais fácil, as roupas já não entram mais, e as emoções estão a flor da pele. De vez em quando choro e me irrito por qualquer besteira – inclusive por não encontrar roupas bonitas de premamá aqui em Madrid – conto um pouco minha experiência: Nos dois primeiros trimestres não tive muitos problemas, com o tema roupas. Mas com a barriga maior e as novas formas do corpo do terceiro trimestre, comecei a me dar conta de como é complicado manter um estilismo, ainda mais com as temperaturas baixas do inverno Europeu.

Eu queria continuar me sentindo bonita nestes últimos meses de gestação, e estava nervosa por não encontrar roupas que favorecessem meu corpo neste momento – pode parecer exagero, mais quando você teve a oportunidade de conhecer roupas como as da Emma Fiorezi, e sonhou em usá-las na sua gravidez, é claro que você fica muito mais exigente. A verdade foi que de repente me dei conta que meu armário estava reduzido de variedades, e que nada que encontrava nas lojas parecia confortável e com estilo para uma grávida. Sim, é verdade que aqui em Madrid existem algumas marcas que desenvolveram pequenas coleções de roupas para as futuras mamães, mais estas ainda não conseguiram uma modelagem que atendam as necessidades de conforto, comodidade e estilo, como uma marca que esta há anos no mercado como a Emma Fiorezi.

Por isso, não pensei duas vezes, pedi a uma amiga que me mandasse às roupas da Emma Fiorezi, para que pudesse manter meu estilo pessoal e minha autoestima (acho que deu pra perceber que estou aqui em Madrid, mas continuo confiando em muitos profissionais e produtos do Brasil). E assim disfrutei dos últimos meses com roupas da Emma Fiorezi (Brasil) e os complementos de marcas europeias! Porque vamos combinar que bolsas, sapatos, colares é o melhor aliado, para diferenciar seu look e ainda garantir um ar fashionista.

Mas este período da gravidez não ficou marcado somente por problemas de moda e vaidade.  Infelizmente, precisei olhar com mais atenção a minha saúde, já  que,  meus exames de sangue apontaram um pouco de anemia, o que fez com que eu tivesse que tomar outro poli vitamínico. Graças a Deus, ficou tudo bem.

E posso garantir que tudo isso ficou pequeno diante da parte “mara” que é organizar e preparar o quartinho do meu Pepito – foram horas a fio planejando e pesquisando ideias para que tudo ficasse perfeito... E é bem difícil viu? Ainda mais quando você quer colocar referências de decoração brasileira, e esta vivendo na Europa, de qualquer forma, encontrei muita opção linda aqui em Madrid, e posso afirmar que tudo ficou lindo!! Tao lindo, que não paro de namorar as coisinhas dele.



É tudo tão pequeno, tão fofo e tão apaixonante que não vejo a hora dele estar aqui usando tudo. Sonho com o pequeno rostinho do meu príncipe todos os momentos do meu dia, a cada movimento na minha barriga meu coração se enche de amor!

Amor esse que quis registrar em sessões de fotos. Acho lindo aquele book de grávidas com a barriga bem grande – por isso, resolvi fazer o meu com sete meses. Porém, como não conhecia nenhuma fotógrafa de gestantes aqui em Madrid, e o tempo foi passando...  acabei realizando minhas fotos só com oito meses, quando encontrei uma profissional pela internet. No início deu um pouco de medo, por que não tinha nenhuma referência e tal, mas no fim ficou tudo lindo. E olha que me surpreendi muito, pois aqui as Espanholas não têm costume de fazer fotos neste período, na verdade tive muita sorte em ter encontrado uma excelente fotógrafa.

De forma geral, posso dizer que estes últimos meses foram maravilhosos, sou uma grávida que aproveitei e curti muito meu barrigão... viajei várias vezes, fui a festas, eventos, fiz de um tudo nessa gestação, só agora com nove meses que as coisas estão quase impossíveis. Não consigo mais sair de casa, a não ser para o pilates, massagens e aulas de gestante. Não tenho mais pique, estou muito cansada mesmo, não durmo uma noite se quer inteira, dores nas pernas, nas costas, ansiedade e por aí vai.

Mas quando penso que fui abençoada em receber meu filho em meu ventre; e que estou tendo a oportunidade de lhe conduzir pela vida, lhe dando exemplos e mostrando que o caminho da verdade, respeito, humildade e amor são as únicas coisas que levam para real felicidade, entendo o quanto estes noves meses valeram a pena!
Postado por Emma Fiorezi | 23 de Junho de 2016
Tags: gravidez, gestação
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O nascimento




Entrei no nono mês e acreditava que iria até quase o final, porém nos ultimos exames constatamos que uma das bebês estava crescendo muito pouco. Então em mais uma consulta médica, fomos pegos de surpresa e avisados pelo obstetra que eu iria internar na manhã seguinte. Em menos de 24 horas seria feito a cesárea.  Ainda no consultório, chorei muito e comecei a tremer de medo, pois havia me programado para aguentar pelo menos mais 10 dias, mas não dependia do meu repouso e o médico não quis arriscar. Finalizou sua fala dizendo: “pode confiar em mim!”. Isso me marcou.

Nessa noite nem dormi, avisamos aos familiares e deixei tudo pronto para acordar e ir para o hospital. Uma mistura de medo, ansiedade e emoção tomava conta de mim.

Na manhã seguinte me despedi de meus filhos que tinham aula e fiz orações pedindo a Deus que as gêmeas viessem com muita saúde.

Meus pais vieram de Campo Mourão, minha mãe e meu marido ficaram comigo no hospital. Fui levada ao centro cirúrgico uma hora antes da cirurgia agendada, o que fez que ficasse ainda mais ansiosa, afinal, essa espera é uma eternidade. Você pronta, em cima de uma maca, sendo levada por pessoas estranhas, com todos os sentimentos aflorados.

Comecei a me sentir mais protegida quando meu médico chegou acompanhado de sua equipe, fui preparada, anestesiada e ainda assim sentia muito medo. Rezei durante toda a cirurgia. Meu marido entrou minutos antes de nascer a primeira filha (Giovana), e segurando forte nas mãos dele, eu tentava enxergar pelo olhar dele o que estava acontecendo. Quando ele disse: “nega, ela está nascendo!”. Foi que comecei a me acalmar e chorar de alegria. Então o próprio obstetra trouxe minha filha para eu ver e me acalmar, e assim logo nasceu a outra (Jordana). Choraram, e após serem pesadas, foram trazidas para foto oficial em familia, papai, mamãe e princesas. 

Tudo ocorreu exatamente como o médico disse, e eu confiei!

Nasceram com 2.195 kg e 44 cm e 1.990 kg e 43 cm. Não precisaram de UTI e fomos juntas pra casa no terceiro dia. Estão sendo amamentadas exclusivamente no peito.

Agora curtir as princesas. Agradeço a todos que acompanharam nossa história. Beijos nossos!
Postado por Emma Fiorezi | 12 de Maio de 2016
Tags: nascimento
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Conheça a história da mamãe Vanessa




Olá, meu nome é Vanessa, tenho 31 anos e sou psicóloga. Fiquei muito feliz com o convite para falar da minha gravidez e para vocês entenderem a minha história, farei um resumão de tudo que aconteceu nesses últimos anos da minha vida, já que foram grandes alegrias, surpresas e mudanças.
 
Nossa, que alegria!!! É muito gostoso esse momento, vamos lá!
 
Desde que me conheço por gente, ou tenho memórias da minha infância, sempre sonhei com o dia do meu casamento e o dia que seria mãe. Mas com o passar
dos anos, fui percebendo que as coisas não acontecem no nosso tempo, mas sim no tempo de Deus.
 
Em 2014, levei um grande susto, precisei fazer uma cirurgia para retirada de um mioma e endometriose no útero. A partir daquele momento, comecei a pensar se poderia ser mãe algum dia. Com tantas coisas e dúvidas passando pela minha cabeça, resolvi que era hora de mudar os ares. Foi aí que tomei a decisão de fazer uma viagem à Madrid para estudar e curtir um pouco o colo da minha mãe (ela mora na Espanha).
 
Foi assim que entendi de verdade que tudo tem seu tempo. Pois é, foi nesta viagem que tudo aconteceu. Conheci meu marido e futuro pai do meu filho (um homem apaixonante) que em poucos dias juntos, me pediu em casamento e disse “vem viver em Madrid, vamos construir nossa família!”. Era um sonho, parecia história de cinema. Confesso que a rapidez me deixou com medo, mas o amor falou mais alto.
 
Fiz minhas malas e me mudei para Madrid. Como disse no início, foram várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, pois antes mesmo de receber a melhor notícia da minha vida, a confirmação da minha gravidez, eu ainda estava envolvida com a organização do meu casamento e a adaptação em outro país, que não é fácil e sentimos muitas saudades.
 
No primeiro momento só pensei em vantagens como “que ótimo! me caso, já tenho um filho e assim organizo tudo que sempre sonhei de uma só vez (coisa de mulher ansiosa)”.


 
Depois comecei a me dar conta do que é uma mulher grávida. Imagine todos aqueles sentimentos misturados, "casamento, gravidez, adaptação a outra cultura, outros costumes". Posso dizer que uma verdadeira loucura. A cada dia que passava parecia mais difícil, pois com a gravidez, a fragilidade e todos os sentidos estão à flor da pele.
 
Pela loucura da organização do casamento, confesso que já estou com saudades, tudo ficou lindo. Agora a gravidez e a adaptação a nova cultura ainda estou passando. E para falar a verdade, só agora aos seis meses de gestação, que estou me dando conta que ser mãe de primeira viagem é uma tremenda aventura e grandes descobertas, principalmente quando se está em um país diferente do seu.
 
Este assunto fica para o próximo post. Vemos-nos por aqui, para compartilhar minhas experiências com vocês.
Postado por Emma Fiorezi | 12 de Abril de 2016
Tags: sexto mês de gestação, grávida, gestante
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Ana Júlia nasceu!




Que emoção estar aqui contando pra vocês sobre o nascimento da minha amada filha Ana Júlia. Foi tudo perfeito, minha bolsa estourou no dia 16 de março, às 4h30 da manhã. Estava sonhando que estava em trabalho de parto (hahahah!). Levantei e vi que não era um sonho, estava acontecendo de verdade. Avisei meu marido e para nossa surpresa nós dois estávamos calmos.

Liguei para meu médico e ele pediu para que eu fosse até o hospital fazer uma cardiotocografia, um método biofísico não invasivo de avaliação do bem-estar fetal. Após sair o resultado fomos até a clínica para que ele me examinasse. Estava com 3 cm de dilatação, pelas contas ela iria nascer no final da tarde e estava tudo normal.

Demos entrada na maternidade às 10h da manhã. Lembro que a recepcionista me perguntou se eu faria cesárea e quando respondi que seria parto normal, ela abriu um sorriso e comentou com as outras funcionárias.

Fiquei em uma sala preparada para o parto normal, junto com meu marido e a enfermeira da equipe do meu médico. As contrações aumentavam a cada minuto, às vezes não conseguia controlar e soltava uns gemidos altos. A enfermeira ouvia os batimentos da Ana Júlia e fazia o exame de toque para saber se a dilatação aumentava. Por volta das 11h30 já estava quase completamente dilatada, ligaram para o Dr. Felipe e o mesmo ficou super surpreso, afinal a cada 1 hora, 1 cm de dilatação, mas a Ana Júlia estava ansiosa para nascer.

Fiquei sentada em um banquinho e meu marido atrás de mim, me ajudando e apoiando. Dr. Felipe ficou na minha frente aguardando a chegada da Ana Júlia e controlando os batimentos cardíacos dela. Foi uma experiência única, lembro que teve uma hora que abri os olhos e tinham umas setes enfermeiras assistindo meu parto e me incentivando quando vinham as contrações.

Realmente parto normal não é tão normal assim e quando acontece as pessoas ficam impressionadas. Às 13h40 ela nasceu, pesando 3.180kg e 48,5cm. Ver aquele rostinho pela primeira vez, me fez cair em lágrimas e agradecer a Deus por tudo.



Foi muito prazeroso escrever esse diário por nove meses, poder compartilhar minhas experiências com todas vocês mamães e futuras mamães. Agradeço a Emma Fiorezi pelo convite e quando aceitei escrever o Diário de Mãe o meu maior incentivo era minha filha, para poder mais tarde mostrar a ela como foi desejada e amada desde o primeiro momento que decidimos engravidar. Por isso essas últimas linhas são para você, meu anjo.

"Ana Júlia, você foi o melhor presente que Deus poderia ter me dado. Agradeço todos os dias por você existir e fazer parte da minha vida. Obrigado filha por ter escolhido eu, como sua mãe. Você aflorou o que há de melhor em mim, minha melhor parte, você. Mamãe e papai te ama!"


Queridas, nos despedimos de vocês.
Grande beijo, Esther e Ana Júlia

Postado por Emma Fiorezi | 11 de Abril de 2016
Tags: nascimento
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